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exposição "máscaras in nordeste"


o mascarado activo transforma-se num ser superior
goza de força e liberdade sem paralelo
coloca-se acima de toda a lei humana
como se fosse um ente sagrado
possuído pelo diabo
liberta-se de todos os entraves
dá largas às suas faculdadesde destruir
castigar
troçar
acariciar
dançar
gritar
a seu bel-prazer

exposição "pesquisa"







É neste ritual de leitura óptica diária, suspeita e enganosa, que invento as características ideais para corresponder ao Anúncio. Decoro os títulos e as frases mais convincentes e rio. Rio, aplicada na tarefa sabática de licença sem vencimento, a longo prazo: um prazo mecanizado, um prazo qualquer de validade anémica e presunçosa. E continuo a rir, assim.”
Francelina Balteiro

exposição "mascarilhas"






o mascarado activo transforma-se num ser superior
goza duma força e liberdade sem paralelo
coloca-se acima de toda a lei humana
como se se tratasse dum ente sagrado
mas possuído pelo diabo
e liberta-se de todos os entraves
dá largas às suas faculdades
de destruir
de castigar
de troçar
de acariciar
de dançar
de gritar
a seu bel prazer

a função dos mascarados
é de reprodução da vida humana nas suas diferentes fases
sobretudo os rituais de maior impacto social
tanto no solstício do inverno como no carnaval
como se observa
nas representações teatrais de crítica social da festa dos rapazes de varge
na encenação do julgamento do entrudo de santulhão
nas cerimónias dos casamentos de podence
toda a vida da comunidade rural é manifesta
tanto nos utensílios e adereços utilizados
como nos significados das mensagens contidas
nos rituais

no carnaval
os caretos despedem o inverno e saúdam a primavera
num ritual entre o pagão e o religioso
tão natural como a passagem do tempo e a renovação das estações
a presença do mascarado justifica-se assim
e a sua acção relaciona-se com a preparação dessa passagem
do inverno para a primavera
através do desempenho das suas funções sagradas
a purificação das comunidades
a crítica social
o culto da natureza
as atitudes licenciosas relacionadas com o apelo à fecundidade
o culto dos mortos e da divindade
a transformação duma pessoa humana num ser com poderes que estão acima das normas sociais instituídas
o mascarado representa o diabo
aos olhos do povo
e conscientemente assume-se como tal nos gesto e atitudes que toma


fonte: antónio pinelo tiza

música: stealing orchestra (www.stealingorchestra.com)

exposição "cidade média"

Inês Laborim, www.lightstalkers.org/ineslaborim

Cidade Média" foi um tema explorado ao longo de 2008 por Inês Laborim que explora a classe média (mais precisamente a do Rio de Janeiro), raramente observada no seu quotidiano; normalmente analisadas, em termos estéticos, em todos os sentidos, a pobreza e a riqueza extremas. Conceptualmente, procura-se uma análise, um conceito sociológico, antropológico ou político dos hábitos, habitat da classe média de hoje em dia.

A artista apoia-se num enquadramento distante daquilo que é observado, apesar das suas fotografias aproximarem o observador, devido às cores presentes e à reflexão imediatamente imposta. As fotografias conferem peso visual, não só pela sua dimensão mas também pelos tons apresentados. No encontro do homem com a vida e a luz existe uma procura óbvia da pintura como referência, pensamos em óleos pelo peso da cor intensa e em aguarelas pela indefinição do traço.

A exposição é acompanhada por uma tentativa de interacção e de aproximação do público ao tema, através da utilização dos cinco sentidos. A comunicação audiovisual será feita a partir das fotografias, da contínua apresentação multimédia de imagens do quotidiano e da informação televisiva, de maneira que o espectador se sinta dentro do ambiente carioca; com o tacto poderão sentir os objectos disponíveis; com o paladar pretende-se experimentem sabores típicos, despertar diferentes sensações; com o olfacto pretende-se que sentam os cheiros característicos. Assim podem compreender e tirar conclusões sobre esta cultura.

Fonte: Catarina Laborim

exposição "art3"

and now for something completly diferent

nunca deixes fugir o conhecimento
nem esperes que ele venha ter contigo
antes agarra-o com todas as tuas forças e prazer
e semeia-o como se de centeio se tratasse

ele é o pólen da tua frutificação
que pode espalhar a sabedoria noutros lugares
e a essência para aprender a escutar os outros
numa convergência simbiótica do entendimento

e depois vem à memória que guarda os teus versos
o pensamento que te ajuda a recordar sem querer
instantes tornados momentos de valor

por apenas ser

rui ricardo 09

exposição "pintura africana"

inauguração da exposição com a presença do presidente da cmbragança, eng. Jorge Nunes.

exposição "máscaras africanas"



Os objectos da arte negra não são feitos para serem «contemplados» mas possuem sempre uma função concreta. Em África, tanto os objectos de uso quotidiano (tigelas, banquinhos, tantãs) ou para cerimónias especiais (estátuas de antepassados, feitiços, máscaras) como as obras de arte têm sempre uma utilidade prática. As máscaras, por exemplo, utilizadas nas danças e nas cerimónias públicas, constituem um laço entre o mundo humano e o divino; são esculpidas para serem «exibidas» em determinadas circunstâncias da vida social e religiosa.

As máscaras têm muito préstimo e são consideradas as obras com maior valor entre todas as obras de arte negra; contêm em si o poder do homem ou das divindades que representam e é por meio delas que este poder se torna presente e transmite aos homens que as usam. Portanto, têm um significado totalmente diferente das máscaras ocidentais.

As máscaras africanas não têm nada a ver com o Carnaval ou com o divertimento; são feitas para circunstâncias muito especiais como as danças da fecundidade, os ritos de iniciação, os funerais, etc. Fora destas ocasiões, as elas perdem todo o seu significado e valor; são cuidadosamente guardadas até nova ocasião para serem usadas.

fonte: joão albanese

colecção: miguel moreira e silva,
(http://www.mmsilva.110mb.com)

exposição "máscaras africanas"

exposição "retrato de uma falência"

Pisamos uma linha de tempo que, vista da lua, não vale a métrica de um cabelo. Valemos quase nada e a roda, que ainda dura, foi incapaz de guardar para a história o nome do seu inventor numa campa de flores. E, mesmo assim, para quê? (...) Verdades universais e certezas absolutas guardam-nas os deuses no seu relicário de cemitérios. Os deuses que jogam à bola nas imediações das fábricas abandonadas…

At1 Collective

exposição "entremente"



Penso este trabalho entrementes, mas também de uma posição na qual o momento é vivamente subjectivado.

Cada um dos pontos uma acção, uma circunstância sem corpo mas tecida entre o espaço e o tempo, que depois devém imagem, um lugar físico da memória. Para despistar o outro no jogo do reconhecimento, entrego-me em peças separadas. Com cada uma devidamente embalada, viajo esteticamente fraccionada fazendo de todos os encontros, brincadeiras de encaixe que exijo a quem me peça a amplitude da minha imagem.

Deixemos de lado a interpretação, os sinais convenientes de um léxico povoado por regras tão sólidas que assegure a todos uma chegada confortável ao entendimento. O esforço que exijo é de outra natureza. Adivinhe-se a minha forma. Não serão bem pistas, mas deixo partes soltas que podem ser usadas em sucessivos exercícios de encaixe e, eventualmente, originar percepções emotivas que saibam pressentir a urgência do todo.

exposição "opus artificem probat"



manuel cargaleiro
pintor e ceramista contra o desejo paterno é um artista de referência internacional
participa em 1949 no primeiro salão de cerâmica moderna realiza em 1952 a primeira exposição individual convidado em 1954 por vieira da silva para ir a paris conviver com pintores e montar o seu atelier os presentes trabalhos fazem parte do álbum intitulado sequência em contraponto
incluem o ciclo de poemas oito canções de outono de vasco graça moura

malangatana
pintor desenhador ceramista escultor poeta dramaturgo é um renome artístico do seu país e do imaginário africano manifesta vivo interesse pela mitologia sociologia e antropologia ligada à sua cultura as cores da terra vermelhos sanguíneos rosas e ocres na ritmicidade luxuriante das suas formas animam os rituais de secreta magia os presentes trabalhos fazem uma fusão de pintura e poesia e estão incluídos no álbum intitulado canto mitológico

cruzeiro seixas
artista expressionista neo-realista e surrealista a partir de 1948 como uma via que não mais abandonará com vasto trabalho no campo do desenho pintura poesia e escultura os presentes trabalhos fazem parte do álbum entitulado noite antiquíssima